TC Aramito Alves, um hermano urguaio

A vida comum das fronteiras secas gaúchas permearam a integração brigadiana no Cone Sul

 

Depoimento de Ângela Fagundes da Silva, neta do Cel Anamito Escobar Alves, que ao acaso encontrou o serviço gratuito do jornal de publicação de histórias de vida. Ângela tem gratas recordações do avô brigadiano. Ela, agradece também, a TC Cristine Rasbald, com quem buscou informações sobre o Correio Brigadiano.
    À Ângela solicitamos foto da caneta, personalizada do Cel Aramito, que ele recebeu dele próprio, como presente de sua formatura. Continuamos, no aguardo da foto da caneta e, dela a portando. E que um dia, possamos ter acesso a mais informações deste singular brigadiano, que estão em posse da tia de Ângela.
    Agradecemos à Ângela e toda a famíia desse ilustre brigadiano.

 

 Eu o amava muito, admirava toda sua trajetória , bem como sua inteligência, aprendi a amar e respeitar a gloriosa Brigada Militar, ele passou por outras unidades, eu lembro bem desses fatos os quais passarei a demonstrar.
  Aramito Escobar Alves, nasceu em 19 de janeiro de 1905, no Departamento Uruguaio de Minas de Corrales/Uruguai.
   Filho único de Ana Joaquina Escobar Alves e de Luiz Alves, ficara órfão de mãe ao nascer, de pai aos 02 anos de idade, ficara aos cuidados de sua avó paterna Hortência Alves e de seu tio Olavo Alves,casado com Henriqueta Alves, conhecendo como irmão, seu primo Antonio Valdelirio Alves, filho de seu único tio Olavo.
  Seu tio Olavo Alves, resolvera fixar residência na cidade de Santana do Livramento, com o escopo de ingressar na corporação da Brigada Militar, no ano de 1910, trazendo com ele seus familiares alhures.
Aramito Escobar Alves, tivera uma infância sofrida, laborando desde tenra idade em armazéns, tendo em vista que sua avó possuía parcas posses para o sustendo do neto, cursara o ensino fundamental em uma escola na cidade de Livramento.
    Aos 14 anos de idade concluíra o ensino fundamental, seu tio já havia ingressado na Brigada Militar, passando a levá-lo para fazer as refeições no quartel.
  Ocorre que Aramito começara a assistir aulas de curso para sargentos, com esse curso fora adquirindo conhecimentos , intentando ingressar na corporação a exemplo de seu tio, todavia, não possuíra idade para tanto.
  Vale salientar que sua inteligência e esforço restara observada pelos professores, tal fora sua insistência em prestar prova para sargento, que ao completar 16, no ano de 1921, a pedido do instrutor do curso e de seu tio, conseguira junto ao juiz aumentar dois anos na sua idade, seu sonho fora realizado, qual seja, ingressar na Brigada Militar, passando a estudar a para realizar o certame.
   Logrado êxito em 1925, aos 20 anos de idade servira a corporação como 3º sargento no Batalhão de Santana do Livramento.

    No ano de 1926, contraíra núpcias com Angela Dias Alves, natural de Riveira, 07 de outubro de 1911, sendo que desta união sobreveio o nascimento de Edy Alves Fagundes, natural de Santana do Livramento,em 03 de janeiro de 1928, Hamilton Dia Alves, natural de Santana do Livramento, 10 de fevereiro de 1930, Diva Alves Oliveira, natural de Porto Alegre, 12 de dezembro 1936, e Jose Dias Alves, natural de Porto Alegre, 06 de maio de 1940, ambos falecidos.
Sua filha Edy, casada com advogado e tradicionalista, era professora, seu segundo filho oficial de gabinete do Tribunal de Justiça, a terceira filha, era casada empresário comercial também empresaria, seu ultimo filho era bancário.todos civis.

  Depreende que, Aramito já casado e com uma filha, não se conformara permanecer na condição de sargento, viera para Porto Alegre, prestar exame de seleção para cursar o CFO, junto ao CIM, lograra êxito mais uma vez no certame, que nesta feita estará situado no bairro Cristal, nesta capital, mudando tempos depois para o bairro das Bananeiras.
  É de bom alvitre que cursando o 4º do curso de oficial, fora convocado para a Revolução de 1932, Revolução Constituinte, aos 28 anos de idade , somente confirmara o curso tendo em vista a promoção para a patente de tenente.
  Já oficial servira no 1º Batalhão, Praia de Belas, fora Sub Cmt o Regimento Bento Gonçalves, no Governador Antonio Augusto Borges de Medeiros.
   Despedindo-se de sua carreira militar como Cmt do 5º Batalhão de Caçadores na cidade de Montenegro, no ano de 1954,atual 5º BPM.
Após ir para reserva fora convocado para atuar junto à Justiça Militar do Estado , JME.
  Em 1973 ficara viúvo, contraindo segundas núpcias com Dora Silveira Alves, dessa união sobre veio o nascimento de Rose Mery Siveira Alves, Radiologista, solteira, contando quarenta anos de idade.
  Foram seus contemporâneos os Cels; Lampert, Moises Coelho, Lanes, Viegas, Travassos Alves, Antonio Martins, Ivo Martins, Nilo Martins e outros .
   Seu tio e pai Capitão Olavo Alves foi seu espelho e incentivador, seu primo/irmão Cap. Valdelirio Alves fora instrutor junto ao CIM, caçado pela ditadura Militar, seu primo materno Cel. Atilo Escobar, essa foi sua família de origem.
   Na reserva, cursara teologia, fora professor de português junto ao instituto de teologia, tivera como hobby a leitura, tocar órgão, ouvir tangos e boleiros.
  Relatara fatos hilários para os netos, tais como, perguntar aos praças os toques no RBG, “que toque é esse”? o praça pensava, pensava, então dizia ele para o praça que não respondia- “ não será da rancho? O praça respendeu-“ só se for dos senhores oficiais, porque o nosso já tocou”, era o toque da forragem para os cavalos.

   Deixando para os filhos, netos e bisnetos um grande legado, seus ensinamentos de princípios éticos profissionais e morais.

    Faleceu em 22 de janeiro de 1988, aos 83, no HBM, vitima de um câncer no estomago, porem lúcido.

Almanaque da Brigada Militar (1º volume) Ano XXXVIII – 1953 16 – ARAMITO ALVES – N. 19 jan. 1905. p. 9 maio 1924. 2º Ten. Gra. 29 ser. 1932. 2º Ten. Ef. 20 set. 1934. 1º Ten. 3 Maio 1938. Merec.. Cap. 7 set. 1944. Antg. Maj. 2 jul. 1952. Antg.. T.A.: l a. (Lei 351, de 19-10-1948)). T.D.: 3 a., 8m. e 15d.. C.F.O. – 1935

Eis o link para conferência destes dados.
Almanaques da Brigada Militar

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Publicado por em dez 12 2016. Arquivado em 1. Brigadianos, Cap Bessi, HISTÓRIAS DE VIDA, JCB 243, Literatura. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Comentários e pings estão desabilitados.

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