Delegada Aline Martinellli coragem e determinação

A delegada na vida real em oposição a delegada da novela da globo

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A filha única do Sgt Irineu Martinelli, da reserva da Brigada Militar, e de Maria Dolores, costureira, nasceu e cresceu em Santa Rosa. Como todos os filhos de brigadianos, também pensou em se tornar policial Militar. Como a grande quantidade desses filhos de PMs, Aline também tem sua foto vestida de brigadiana mirirm. Por sua formação acadêmica em direito passou no concurso público e tornou-se delegada da Polícia Civil.
Vai completar cinco anos desse exercício profissional que muito lhe aprás e que enche de orgulho o Sgt Martinelli e sua mãe, Maria Dolores. Sente-se realizada e garante ter encontrado o caminho de sua vida. Trabalha em um região de contrastes entre o progresso, mas também os problemas sociais decorrentes de sua proximidade 17 Km) de Caxias do Sul, uma grande grande cidade, no Interior gaúcho. Ela é a delegada da cidade de Flores da Cunha. A sua Delegacia de Polícia atende todo o município daquela cidade, no tocante a toda demanda. De transito à brigas de família e homícidios. Distando só 17 kms de um centro urbano conturbado , ali muitos dos problemas chegam para sua atuação.

Aline Martinelli tem coragem e determinação que são características fundamentais de seu trabalho como Delegada de Polícia.
Nascida sob a égide de escorpião, Aline Martinelli tem coragem e determinação que são características fundamentais de seu trabalho como Delegada de Polícia na cidade de Flores da Cunha.
Aline é Pós-graduada em Direito Público pela UFRGS e Investigação Criminal pelo LFG e é Delegada de Polícia há quase cinco anos, atualmente lotada na Delegacia de Polícia de Flores da Cunha. Casada com Caio Márcio Fernandes, ela é santa-rosense filha de Irineu Martinelli e Maria Dolores Martinelli e afirma que adora a família, o trabalho e o cachorro.
Vencer os desafios diários de exercer a atividade policial de forma justa e ética, ser delegada, exige responsabilidade, grande cautela e atitude, sem nunca prejudicar ninguém com injustiças. O trabalho diário de investigar, descobrir crimes, auxiliar as pessoas são atividades rotineiras, mas tem também os momentos gratificantes e emocionantes que mostram a importância de um cargo exigente que trabalha com a lei e decisões para fazer justiça o mais rápido possível.
A VOICE entrevistou Aline Martinelli, nossa conterrânea linda, charmosa e corajosa. Parabéns pelo trabalho e por fazer a diferença neste mundo e servir como exemplo de profissional da vida real que nos da o maior orgulho.
Qual a história da Aline? Nasci em Santa Rosa, em 26 de outubro de1982, e sou fã incondicional da Xuxa desde criança. Vivi quase toda minha infância e adolescência na Vila Beatriz, local do qual guardo ótimas recordações. Mas um dia, deixei minha cidade em busca de um sonho: o amor pelo Direito e pela Polícia.
O que te levou a buscar esta profissão e trabalhar como Delegada de Polícia?
Primeiro, a escolha pelo Direito, e depois a busca pela justiça, a necessidade de ajudar as pessoas de alguma forma.
“Sem deixar a vaidade de lado, as mulheres estão assumindo cargos importantes na polícia. As delegadas assumem os mesmos riscos de qualquer outro policial em qualquer operação realizada”. Como avalias esta afirmação?
É uma afirmação correta. As mulheres estão assumindo as funções policiais com a mesma eficiência que os homens, e de certa forma, melhor, pois a mulher tem em si, extrema sensibilidade.

Na sua avaliação, estão aumentando os casos de agressividade e de crimes no Brasil?
A violência é, portanto, um grau extremo de expressão da agressividade, as pessoas não prezam mais pelos valores morais, há falta de amor e respeito ao próximo. As pessoas esquecem que além de direitos também tem suas obrigações.
Como podemos avaliar a importância do trabalho de uma Delegacia para Mulheres devido à violência que a mulher sofre?
É essencial o trabalho desenvolvido nas Delegacias de Polícia, na ajuda e apoio às mulheres vítimas de violência doméstica, desde o primeiro atendimento até o desenrolar do inquérito policial. A Lei Maria da Penha garante mecanismos que privilegiam a proteção da mulher no seio de sua família, contra todos os tipos de violência, física, psicológica, material e moral.
“A violência não tem classe social, apesar da maior concentração de casos estarem entre as camadas mais pobres da sociedade”. Como avalia?
Concordo em parte com ela, não podemos desconsiderar que a maioria dos crimes são praticados por pessoas de baixa renda, o que nos faz pensar se a diminuição da violência não passa por outros fatores, como investimentos públicos em educação, moradia, saúde e lazer das pessoas. Por outro lado, não podemos

desconsiderar as quantias exorbitantes que são desviadas dos cofres públicos, e que deixam de ser investidas em alimentação, por exemplo, num país onde inúmeras pessoas morrem de fome.
A Lei Maria da Penha pode ser descrita como um instrumento eficiente contra a violência?
Sim, no que tange a eficiência, ela se mostra extremamente efetiva, possibilitando a utilização de medidas protetivas de urgência para a mulher, uma delas o afastamento do agressor do lar e a manutenção da mulher no seu âmbito familiar juntamente com os filhos. Para tanto é preciso que as mulheres tenham coragem de denunciar os agressores.
Todo ser humano tem sua “porção de mau”?
Entendo que sim, porém o ser humano é dotado de inteligência e racionalidade, que o permite controlar seus instintos antissociais. Além disso, ele também recebe do meio influências que o tornam mais ou menos mau.
As drogas mudaram o cenário da criminalidade no Brasil?
Com certeza, muitos crimes são consequência da drogadição, dentre estes, furtos, roubos, estelionatos, homicídios, os quais cresceram em números após a disseminação de muitas drogas. A droga transforma, destrói o ser humano e o faz praticar inúmeros delitos inclusive contra sua própria família.
Até que ponto os assassinos são pessoas normais ou doentes. Todos os criminosos têm seus transtornos?
Temos assassinos que são pessoas normais, poucos são doentes. A maioria, que é normal, possui um desvalor ético e moral com relação à vida, a integridade física e o patrimônio de terceiros.
Como é para um profissional da polícia e como é aplicada a Lei para uma pessoa que comete crimes tão graves?
A lei é igual para todos, depende da forma como é aplicada.
Você é a favor da pena de morte?
Não. Entendo que em nosso país não temos estrutura suficiente para isso, deveríamos passar por uma reestrutura de todo sistema. Sou a favor da prisão perpétua.
Você é vaidosa?
Muito.
Qual a lembrança mais remota de sua infância?
Da casa da minha avó, na Vila Beatriz.
O melhor lugar do mundo é
… a minha casa.
O que procura nos amigos?
Sinceridade, simplicidade e alegria.
Uma frase preferida:
“Continuo amando a DEUS, mesmo quando os “milagres” que eu imploro não acontecem. Continuo acreditanto em DEUS, mesmo quando os pedidos que faço em minhas orações não são atendidos. Pois os milagres que imploro, e os pedidos que faço, se baseiam em minha vontade e DEUS não está aqui para me dar o que eu desejo. DEUS está aqui para me dar o que eu preciso.”
Uma mensagem para a comunidade:
Que todos continuem acreditando e tendo fé no ser humano, e que nunca nos falte a esperança de dias melhores…
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Publicado por em jun 25 2013. Arquivado em 4. Serv da PC/RS, HISTÓRIAS DE VIDA, Jorn 216. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Comentários e pings estão desabilitados.

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