Cel Juvêncio Maximiliano de Lemos, Patrono do 2º RPR Mont

Como Soldado: Defensor das Leis, Honrado e Valente; Como Civil: Tutelar de enfermos, Amor e Ternura

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Ésta é a história de vida do patrono do 2º Regimento de Cavalaria puvlicada no livro No ápice da Glória, capa ao lado, de autoria do Capitao Ismael Brilhante.
Foi o Coronel Juvêncio um dos homens mais cultos que passou pela Brigada M ilitar, no passado, dotado de uma bondade para com todos, procurava ser útil e os seus sentimentos eram voltados para o bem. Falava francês, castelhano, italiano e inglês.
De origem modesta, ele mesmo o afirmava, conseguiu com seu esforço atingir todos os postos da Corporação. Era cercado da amizade e do respeito de seus camaradas e da estima de seus subordinados.
Nasceu em Canguçu, no dia 29 de outubro de 1873. Com apenas 19 anos de idade, em 1892, era nomeado Inspetor de Seção do 3º Distrito de sua cidade, função que desempenhou até março do ano seguinte.
No início de 1893, em 4 de março, foi incluído no 2º Batalhão de Infantaria da Reserva da Brigada Militar, no posto de Alferes. Partindo de Bagé, palmilhou por D. Pedrito e Livramento em operações no ano de 1893. Quando estava acampado em Quebracho, sustentou guerrilhas quase que diariamente com os elementos rebeldes.
Tomou parte na defesa da cidade de Bagé por ocasião do sítio da mesma cidade pelas forças revolucionárias, no período de 1º de dezembro de 1893 a 8 de janeiro de 1894 sendo, na oportunidade, gravemente ferido.
Levantado o sítio, o comandante da Guarnição histórica assim expressou-se a Juvêncio:
“pela maneira com que se houve durante o sítio e pela bravura com que comandou a 1ª companhia, tomou uma trincheira do inimigo, em 24 de dezembro, em cuja ação foi gravemente ferido”.
A fim de auxiliar na defesa da cidade de Rio Grande, atacada por navios da Esquadra revoltada, seguiu para aquela cidade em 6 de junho de 1894, ali tomando parte nas operações bélicas.
Em atenção aos relevantes serviços prestados à República, o Governo Federal, por Decreto de 22 de outubro de 1894, concedeu-lhe as honras de Tenente do Exército Brasileiro.
Juvêncio Maximiliano incorporado às forças sob o comando do Coronel Carlos Maria da Silva Telles, tomou parte no combate de Cacimbinhas, em 23 de janeiro de 1895 e, a 13 de abril, nas imediações de D. Pedrito contra as forças de Aparício Saraiva, pelo que foi elogiado:
“pela maneira com que se portou, pela abnegação e valor com que conduziu seus elementos no sítio de Bagé”.
Estando a Brigada Militar concentrada no acampamento de Olhos D’Água, sob o comando do Coronel Joaquim Pantaleão Teles de Queiroz, em 23 de abril, com os componentes de seu batalhão passou a servir adido ao 2º Batalhão de Infantaria. Desta feita, participou das operações contra os revolucionários no sul, percorrendo Bagé, D. Pedrito, Livramento, Cacimbinhas, Lavras, Camaquã e São Gabriel.
Promovido a Capitão, em 12 de dezembro de 1896 e classificado ajudante do 2º Batalhão de Infantaria, quando em 1º de abril de 1901, foi promovido a Major, ficando em seu Batalhão como fiscal.
O Coronel Juvêncio foi Intendente provisório de Bagé, função que exerceu de abril de 1909 a abril de 1910.
Tinha passado quase um ano, quando em 1911, era Juvêncio Maximiliano chamado para o Exercício da subchefia de Polícia da Região, com sede em Livramento.
Por título de 7 de fevereiro de 1913, foi promovido ao posto de Tenente-Coronel, para comandante do 2º Regimento de Cavalaria em Livramento. Em 21 do mesmo mês, ele organizou aquele Regimento sendo o seu primeiro Comandante. Novamente o Governo necessitava de seus serviços e o nomeou intendente de Livramento e 24 de agosto de 1916, quando deixou o comando do Regimento.
Em conseqüência do movimento revolucionário de 1923, foram os seus serviços reclamados no setor militar, quando deixou a Intendência de Livramento.
Maximiliano, ao apresentar-se, foi nomeado, dia 9 de março para o comando da 2ª Brigada de Oeste, comissionado no posto de Coronel. Um mês depois, foi transferido para o comando da 3ª Brigada do Sul, por ele organizada.
Com a sua 3ª Brigada, palmilhou toda a Zona Sul, nas pegadas da Coluna Revolucionária ao comando do General Zeca Neto.
Comandou pessoalmente, em 17 de abril, as forças que socorreram o esquadrão do 1º Corpo da sua Brigada, em guarnição no Passo do Mendonça, atacado por poderosa Coluna Revolucionária. Nessa ocasião, Juvêncio dá ordens para que seu corneteiro fosse dando, continuamente, o sinal de 1º Corpo, sentido. Ao ouvir o sinal de que lhes estava chegando socorro, os defensores do Passo redobraram o vigor dos contra-ataques, e em pouco inimigo fugia.
A 3ª Brigada do Sul não dava tréguas à Coluna de Zeca Neto, movia-lhe tenaz perseguição e de uma delas foi alcançá-la no Cerro do Marcelino, na Serra das Asperezas. Juvêncio dirigiu o combate travado dia 14 de outubro.
Criado o 4º Batalhão de Infantaria na cidade de Pelotas, em janeiro de 1924, foi o Coronel Maximiliano nomeado seu primeiro comandante, com as atribuições de organizá-lo, o que fez em 21 de fevereiro.
Transcorria o ano de 1924, quando o seu Batalhão se deslocou para o interior do Estado, operando em Pelotas, Canguçu, Piratini, Pinheiro Machado, Alegrete e Livramento.
Juvêncio Maximiliano de Lemos foi agraciado com estes louvores:
Pela inexcedível lealdade, valor e capacidade com que comandou um destacamento e, posteriormente, sua Unidade, desempenhando com seu habitual zelo e solicitude todas as missões que lhe foram confiadas em vários pontos do Estado. Cumpriu com seu dever, mostrando-se digno depositário das tradições de honra e de heroísmo da Brigada Militar Cmt da 3ª Região Militar).
“pelos relevantíssimos serviços que prestou no serviço de vigilância das fronteiras Uruguai e Argentina, onde com extrema dedicação, muito critério e alto sentimento de patriotismo, manteve quebrando todas as tentativas dos rebeldes, os inimigos do progresso e grandeza da nossa querida Pátria” (Gen do Exército Cmt 2ª Brigada de Cavalaria).
Tendo adoecido, deixou o comando do Destacamento, em março de 1926, ocasião em que o Gen do Exército Cmt da 2ª Brigada de Cavalaria assim se expressou:
“Ao se afastar desta Divisão, o Coronel Juvêncio, distinto camarada, soldado de estirpe, velho mantenedor da ordem, da disciplina e da lei, que, por motivo de saúde seguiu para o Hospital da Brigada Militar, faço esta publicação com dor d’alma, por me ver privado da coadjuvação profícua de tão brilhante chefe”.
Não recuperando a saúde, foi reformado em 23 de junho de 1924. O Comandante da Brigada Militar ao despedir-se de Juvêncio Maximiliano Lemos:          13933394_547300058791644_126483325_n

“Ao dar conhecimento à Força, da reforma do Coronel Juvêncio Maximiliano Lemos, não posso deixar de levar a esse ilustre e distinto camarada, que ora se afasta do serviço ativo, os meus mais significativos agradecimentos e as expressões do meu maior reconhecimento pelos relevantes e abnegados serviços que prestou ao Estado e à República, nesse longo período de mais de 35 anos, durante o qual foi sempre o mesmo soldado honrado e valoroso, leal e dedicado, que nunca mediu sacrifícios para o integral e exato cumprimento de seus deveres. O Coronel Juvêncio iniciou a sua carreira na Força Estadual já nos campos de luta, em 1893, tomando parte ativa em vários combates, sendo dos bravos do sítio de Bagé. Durante a revolução de 1923, comandou a 3ª Brigada provisória do Sul, prestando relevantes serviços na defesa da ordem e das leis. Por ocasião do último movimento sedicioso no Estado, comandou um destacamento em operações militares à disposição do Governo Federal e, posteriormente, o 4º Batalhão de Infantaria Montada, que organizou, dirigindo essa tropa com a mesma abnegação e lealdade de sempre. Comandante do Corpo desde 1913, época em que também organizou o 2º Regimento de Cavalaria, o Coronel Juvêncio correspondeu à confiança do Governo, nesse ponto, onde evidenciou competência profissional, pautando sempre seus atos pelas normas de boa justiça…”.
Depois de reformado foi diretor do Ginásio Pelotense até 1930, quando em janeiro desse ano, foi eleito Intendente Municipal de Bagé, até novembro de 1932, quando deixava a Intendência, a pedido.
Retornando à cidade de Pelotas, exerceu a administração de vários asilos. Foi provedor da Santa Casa por várias vezes.
O Coronel Juvêncio Maximiliano de Lemos foi um dos elementos que raramente aparecem na Brigada Militar.
Amou a sua Corporação.
Foi um dedicado ao Estado.
Prestou assinalados serviços à República, quando operando à disposição do Gen do Exército, Cmt da 3ª Região Militar.
Foi um grande soldado.
Foi um abnegado cidadão.
Nossa homenagem ao vulto impoluto e ao homem heróico, testado e provado por várias vezes.
Juvêncio Maximiliano Lemos está à altura de um Massot, Januário, Aparício e outros bravos da Brigada Militar que, como ele soube honrar a Força Estadual.

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Publicado por em ago 5 2016. Arquivado em 1. Brigadianos, Cap Bessi, HISTÓRIAS DE VIDA, Literatura. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Comentários e pings estão desabilitados.

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