Cel Fabrício Pilar

Resumo biográficomemorias-da-revolucao-de-1893_moldura

O primeiro inicia no dia 14 de fevereiro ele 1893, na localidade de Cacequi, encerrando-se no dia 31 de janeiro de 1894, com o 1º regimento acampado próximo ao Passo de Santa Vitória, no Rio Pelotas, na linha de limites do Rio Grande do Sul com Santa Catarina.

Trata-se de um caderno com 195 páginas, numeradas pelo autor. Mede 17 cm por 22 cm. Os registros atinem a sétima linha da página número 191, encontrando-se as demais em branco.

O caderno nº 2 contém 92 páginas não numeradas pelo autor, com registros da primeira até a de número 70 e, nesta, até a 16 linha.

As anotações iniciam no dia 19 de fevereiro de 1894 e o derradeiro registro refere-se aos acontecimentos do dia 4 de setembro desse ano, portanto dois dias antes da morte do autor, encontram-se o regimento atuando na região de São Francisco de Assis.

O formato deste caderno é de 32,60 x 17 cm. Em sua folha de rosto apresenta um carimbo ovalado com os dizeres: “Papelaria do Cardoso. Freire & C. 30 Rua do Ouvidor 30 e 71 Visconde de Inhaúma 71. Telefone 337. Rio de Janeiro”.

Várias folhas encontram-se soltas.

Com referência à técnica paleográfica utilizamos o processo adotado pelo Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul, em publicações da natureza desta.

Atualizamos a ortografia, inclusive dos onomásticos e topônimos.

Grafamos por inteiro as inúmeras abreviaturas usadas pelo autor, sem dúvida por tratar-se de anotações quase sempre feitas às pressas e em condições pouco favoráveis.

O texto foi reproduzido em sua integridade, respeitando-se pontuação dos originais.

Os números entre colchetes [ ] indicam o início de cada página dos cadernos.

Para melhor inteligência apensamos índices onomástico e toponímico, uma relação de termos militares e regionais usados pelo autor, bem como um rol das unidades do Exército Nacional, da Brigada Militar e corpos Civis citados nas MEMÓRIAS e uma relação do armamento empregado pelos contendores.

O caderno n 2 encontra-se ligeiramente mutilado desde a folha de rosto até à página N 24, apresentando uma falha de forma irregular, talvez produzida por traças, medindo 2 cm de altura por 1 de maior largura, interessando as linhas de número cinco, seis e sete. As páginas n 1 e 2 sofreram mutilações na parte inferior direita a de nº 1 e esquerda a de nº 2.

 

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Os manuscritos, que o autor titulou MEMORIAS DA REVOLUÇAO DE 1893, constituem-se num importante documento revelador de uma faceta da cruenta guerra civil que assolou o sul do país, principalmente o Rio Grande do Sul, no fim do século passado.

Seus registros representam um notável depoimento de um ativo participante, organizador e diferente de uma combativa unidade de cavalaria da Brigada Militar, com relevante desempenho no desenvolvimento das ações bélicas, com fortes implicações políticas por seu efeito decisivo para o término do sangrento conflito.

Foram entregues pela senhora Rita Laura de Mesquita Pilar viúva do tenente-coronel Pilar, ao seu sobrinho coronel Carlos Guasque de Mesquita. juntamente com diversos outros documentos do arquivo pessoal do malogrado militar. O coronel Mesquita confiou-vos á nossa pessoa, então 2º Tenente, dado o nosso interesse por tudo quanto dissesse respeito à história miliciana. Na oportunidade – 1950 – o referido coronel desempenhava as funções de Chefe do Estado-Maior da Força e nós a de ajudante-de-ordens do Comandante Geral, então o coronel Valter Peracchi Barcelos.

Recebido tão precioso acervo comprometemo-nos a divulgá-lo e, isto feito, entrega-lo à custódia definitiva de uma instituição cultural, preferentemente brigadiana, preservadora, da memória e do patrimônio histórico da milícia.

Ao ensejo do transcurso do sesquicentenário da força pública sul-rio-grandense, julgamos oportuno o resgate do nosso compromisso, entregando ao conhecimento público tão preciosa documentação que, a nosso ver, se constitui numa opulenta fonte primária, capaz de proporcionar aos estudiosos elementos valiosos pa­ra o desenvolvimento e interpretação de fatos relacionados com os nossos movimentos armados.

Tópicos, destas MEMÓRIAS já foram publicados em elucidativas notas nas obras históricas de Miguel Pereira, Aldo Ladeira Ribeiro e de nossa autoria, bem como temos conhecimento da existência de cópias em mãos de bibliófilos historiadores e estudiosos da história Gaúcha.

Espécie de diário de campanha, quase sempre escrito em circunstâncias diversas e, por vezes, adversas, ainda sob o calor e influência dos acontecimentos, relata com muita precisão a parte objetiva dos fatos vivenciados por sua unidade, registrando, ainda, pontos de vista subjetivos, exclusivamente, pessoais, reveladores da forte personalidade do seu autor.

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Publicado por em set 1 2016. Arquivado em 1. Brigadianos, Cap Bessi, HISTÓRIAS DE VIDA, JCB 241, Literatura. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Comentários e pings estão desabilitados.

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