PM novo e especialista em clarim – jcb 209

PM Emerson do 4ºRPMon –  A nova geração de Clarins

Cb Corneteiro e Sgt da Res, do Exército, entregue à vocação, começa a  carreira na Brigada Militar

O Sd Emerson da Silva tem só três anos de Brigada Militar. No entanto, totaliza 10 anos de vida militar considerando o  tempo de serviço no Exército Brasileiro. Um PM com tão pouco tempo de serviço receber um destaque merece uma reflexão desta situação especial.

As exigências do serviço policial estão ajudando a matar a tradição do uso de clarins na Brigada Militar. O Sd Silva faz parte de um projeto do 4º RPMon para o resgate dessa especialidade. Ele é a ferramenta principal do comando para esta proposta.

Atualmente serve no 4º RPMon, é natural de Alvorada e foi criado até os 15 anos na vila Nova Brasília, na zona norte da capital. Estudou na Escola Municipal de Ensino Fundamental Liberato Salzano Vieira da Cunha.

Emerson é filho de Danivio da Silva, então pedreiro, atualmente comerciante, natural de Tapes, e de Valeria Regina Gonçalves, operadora de equipamentos industriais (Tintas Renner), natural de Porto Alegre.

O jovem Sd despertou seu interesse pela vida militar na infância, onde vivenciava o orgulho de seus tios no irmão caçula (“in-memoriam” tio Jair), conhecido pelos amigos pelo apelido de  “Tri”, vivenciando como e porque ser militar e amar o que faz. Seu tio serviu às Forças Armadas em 1989, em Pelotas, como corneteiro. Emerson teve suas primeiras instruções de Ordem Unida e de Toques de Corneta em casa, e ainda tinha como missão matricular-se na Banda Marcial da escola, onde aperfeiçoou seu nível intermediário de instrumentista com o maestro Tercilho Poffo – reconhecido nacionalmente no meio musical -, que o promoveu a Cabo Mor entre os corneteiros, com aproximadamente 12 anos. Posteriormente, deu seguimento a tocar trompete pois via em seu tio, como mestre, o exemplo. Mais tarde passou a se interessar também pela bateria.

Na adolescência, aos 15 anos, mudou-se para cidade de Alvorada, onde mora atualmente com a esposa Thais Ribeiro Schmachtenberg da Silva, 18 anos, do lar, natural de Alvorada, e a filha Lais Schmachtenberg da Silva, de quatro meses, que nasceu em Viamão.

Segundo ele, teve que iniciar as atividades profissionais muito cedo, devido a mudanças que ocorreram nas finanças da família. Por conta disso, abandonou os estudo e começou a capinar terrenos. Também trabalhou na construção civil em um parque aquático da cidade, o Itapema Park, até os 19 anos, quando pediu  ao pai para servir às Forças Armadas, sendo como um sonho então a realizar.

Em 6 de março de 2003 incorporou no Exército Brasileiro. Durante dois anos serviu como infante na Cia Cmdo 6ª DE onde foi indicado para realizar o Curso de Formação de Cabo Corneteiro/ Clarim no 19º BIMTz – Batalhão da Serra -, conhecido como quartel exemplo do Exército. Foi promovido a Cabo Corneteiro/ Clarim em 15 de maio de 2004 e e transferido pela necessidade do serviço em  outubro de 2005 para a Cavalaria, no 3º RCG – Regimento Osorio -, onde assumiu o comando da Banda de Clarins, composta na época por um cabo e sete soldados, onde cresceu seu conhecimento, para atuar em apoio nas solenidades de vulto –  passagem de Comando de Área, de Divisão e de Região Militar e na tradicional Festa Nacional da Cavalaria, em Osório, onde a Banda de Clarins  atua de modo a acrescentar, durante as Honras Militares.

Também prestou honras ao atual comandante do Exército, general de Exército Enzo Martins Peri. Concluiu o Ensino Médio na Escola Visconde de Mauá, no Centro da Capital. Sabendo que a carreira logo chegaria ao fim, indicou o soldado mais moderno da Banda de Clarins – Sd Silva Batista – a participar do Curso de Formação de Cabo.  Foi promovido por merecimento a 3º Sargento Corneteiro/Clarim ao passar para a Reserva. Na sequência, ingressou na Brigada Militar. Para isso, estudou muito, pois acalentava um sonho de infância: ser militar. E conseguiu.

Assim já considera a parte principal da missão cumprida! Atualmente serve no 4º Regimento de Policia Montada “Regimento Bento Gonçalves” onde desde o dia D -1 (de menos um) e dia 0 (zero) onde o ex-comandante do Regimento TC PM Florivaldo Pereira Damasceno, perguntou em tom alto ao Ten Oliveira (disciplina de sua turma de recruta) “Onde Esta O Clarim Do Exército?” na mesma hora, não sabendo se era bom ou ruim, mesmo temeroso tomou a posição de sentido e bradou “em forma!” A partir de então, foi apoiado e incentivado pelo comandante do Regimento, a realizar teste com o chefe da Banda de Clarins 2º Sargento Nascimento, no qual aprovado.

O Sd Emerson Silva diz: “Estou imbuído da missão, e procuro da melhor maneira possível, seguir o exemplo de meu atual comandante TC PM Solon Brum Beresford, …”

…Emerson cita  Osório: O estado moral da tropa se eleva quando bem comandada…”  e demonstra orgulho em estar auxiliando os esforços em resgatar a Histórica Banda de Clarins da” Brigada Miltar no 4º RPMon. Que a Banda de Clarins é um bem histórico e cultural adquirido pela força desde os cenários de guerra até os dias atuais. O Sd Silva, salienta e externiza, que a qualificação dos corneteiros/ Clarins são mais antigas que a dos músicos, que integraram as forças militares e auxiliares de todo Pais.

Durante horários de folga procura praticar leitura musical (C 22-5 manual de toques) e prática de seu instrumento preferencial o CLARIM/ CORNETA, as vezes à cavalo outras vezes à pé, primando assim retransmitir com excelência e garbo as ordens de seu comandante, através de seu instrumento Clarim [como Cabo TIMOTEO e o Cel APARICIO BORGES] conforme estátua na DE.

SILVA, sonha ainda em aumentar a Histórica Banda de Clarins de seu Regimento, em formar no mínimo 03 (três) colunas por 03 (três) a frente da Guarda Bandeira e uma trinca 03 (três) para o Estado Maior do Regimento (Comandante/ SCmt) outra trinca 03 (três) um para cada comandante de Esquadrão. E manter o alinhamento de um Regimento/ Batalhão a toques. Sua montada é o cavalo 02 (dois) do Regimento “LINX” pelagem tordilho negro, eqüino o qual este cavalheiro executa serviço no Polost e apoio a eventos de futebol/ musical no processo hipomóvel.

Já representou a Brigada Militar como Clarim, durante duas edições da Cavalgada do Mar, no piquete de comando. Evento ao qual, através da mídia, enaltece a cavalaria gaúcha, que sempre teve seu valor no cenário mundial, pois a soberania do estado formou-se “a pata de cavalo”.

 

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Publicado por em set 20 2012. Arquivado em 1. Brigadianos, HISTÓRIAS DE VIDA. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Comentários e pings estão desabilitados.

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